Copas do Brasil do Flamengo

1990


O Flamengo conquistou seu primeiro título da competição logo em sua segunda edição. Depois de bater o Bahia nas quartas-de-final e o Náutico na semifinal, a equipe dirigida por Jair Pereira enfrentou o Goiás na decisão. O zagueiro Fernando fez o gol da vitória no jogo de ida, em Juiz de Fora (MG), e com isso os rubro-negros jogariam pelo empate na partida decisiva, em Goiânia.

E foi mesmo com o empate que o título foi definido. Diante de mais de 45 mil pessoas no Serra Dourada, o Flamengo segurou o 0x0 que garantiu a conquista invicta: foram 6 vitórias e 4 empates. O centroavante Gaúcho foi o artilheiro do time, com 5 gols. Esta foi a primeira conquista de Júnior em sua segunda passagem pelo Flamengo, após retorno da Itália, motivado pelo desejo de que seu filho o visse atuando com o Manto Sagrado.

Na partida decisiva, o time atuou com Zé Carlos, Aílton, Vitor Hugo, Rogério e Piá; Uidemar, Júnior e Bobô (Nélio); Renato Gaúcho, Gaúcho (Marquinhos) e Zinho.


2006


Em 2006, pela primeira vez a Copa do Brasil foi decidida por dois clubes do mesmo estado. Enquanto o Flamengo havia passado por Atlético-MG nas quartas e Ipatinga nas semifinais para chegar à decisão, o Vasco eliminara outro rival local, o Fluminense, antes da final.

Assim, o Rio de Janeiro parou para assistir aos dois clássicos que decidiriam o título. E o bicampeonato rubro-negro foi encaminhado na primeira partida com uma boa vitória por 2x0, gols de Obina e Luizão. Assim, na segunda partida as arquibancadas do Maracanã eram totalmente dominadas pela torcida do Flamengo, que comemorou mais uma vitória - 1x0, gol de Juan - e o título.

Renato foi o artilheiro rubro-negro na conquista, com 6 gols. No jogo do título, o time foi dirigido por Ney Franco e jogou com Diego, Renato Silva, Fernando e Rodrigo; Léo Moura, Toró (Obina), Jônatas, Renato, Renato Augusto (Peralta) e Juan; Luizão (Léo Oliveira).


2013


O tricampeonato da Copa do Brasil marcou o reencontro da torcida do Flamengo com o Maracanã. Após alguns anos fechado para a preparação para a Copa do Mundo de 2014, o estádio reabriu suas portas e viu o Flamengo tornar-se o primeiro campeão em sua nova fase.

A campanha contou com grandes atuações da torcida rubro-negra. A partir das oitavas-de-final, a ligação entre campo e arquibancada foi imbatível e fez com que o Flamengo conseguisse superar adversários fortes, que vinham em grandes campanhas no Campeonato Brasileiro. Cruzeiro, Botafogo e Goiás foram batidos antes da grande final, contra o Atlético-PR.

No jogo de ida, em Curitiba, o volante Amaral marcou o gol do empate em 1x1. Na grande decisão, Elias e Hernane decidiram a vitória por 2x0, garantindo a conquista. Hernane, o Brocador, foi o artilheiro da campanha e da competição, com 8 gols. No último jogo, a equipe do técnico Jayme de Almeida atuou com Felipe, Léo Moura (Marcos Gonzalez), Samir, Wallace e André Santos; Amaral, Elias (João Paulo), Luiz Antônio e Carlos Eduardo; Paulinho e Hernane.

O basquete rubro-negro conquista o Mundo

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Não é apenas no futebol que o Flamengo tem uma enorme tradição vencedora e dá alegrias à Maior Torcida do Mundo. O clube tem glórias históricas nos esportes olímpicos, com equipes pelas quais passaram alguns dos maiores atletas brasileiros de todos os tempos. E um dos pontos altos desta história aconteceu em 2014, quando o basquete do Flamengo bateu o campeão europeu e conquistou a Copa Intercontinental.


Bicampeão Brasileiro no NBB


A grande trajetória da equipe comandada pelo técnico José Neto começou com o bicampeonato brasileiro. Na temporada 2012-2013 do NBB, o Flamengo teve 88,2% de aproveitamento na primeira fase, bateu Paulistano e São José nos playoffs e levou o título na final contra o Uberlândia, no Rio de Janeiro, vencendo por 77 x 70. Naquela temporada, o ala rubro-negro Marquinhos acabou com a maior média de pontos por jogo (20,7).

No torneio seguinte, nova grande campanha rubro-negra. O time voltou a ser o melhor na primeira fase, com 81,7% de aproveitamento. Daí em diante, bateu três adversários paulistas: Bauru e Mogi das Cruzes, nos playoffs, e Paulistano, na grande final, que novamente aconteceu no Rio de Janeiro. Com o ginásio lotado, o Flamengo venceu por 78x73, tendo o americano Meyinsse como cestinha (16 pontos).


Campeão da Liga das Américas da FIBA


O passo seguinte foi a conquista da Liga das Américas, maior torneio da FIBA entre equipes do continente americano. O Flamengo começou se classificando em primeiro na fase inicial, em um grupo que contava com Capitanes de Arecibo (Porto Rico), Leones de Quilpué (Chile) e Mavort (Equador). Foram três vitórias em três jogos, todos realizados em Quito, no Equador.

Na fase seguinte, o Flamengo foi a Xalapa, no México, onde foram disputadas as partidas do grupo que contava com Halcones Xalapa (México), Uberlândia e Cocodrilos de Caracas (Colômbia). Foram mais três vitórias rubro-negras, que garantiram a classificação para o quadrangular final na primeira colocação.

E as partidas decisivas do campeonato aconteceram no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Diante de sua torcida, o Flamengo bateu na semifinal o Aguada, do Uruguai. E, em 22/3/2014, bateu na final o Pinheiros por 85x78. O capitão Marcelinho foi o cestinha da equipe no jogo, 24 pontos.


Campeão da Copa Intercontinental da FIBA


Conquistada a América, era hora do Orgulho da Nação mostrar sua força ao resto do Mundo. Isso aconteceria alguns meses após a conquista do Maracanãzinho, novamente no Rio de Janeiro, em uma decisão contra o campeão da fortíssima liga europeia.

Na primeira partida, contra o Maccabi Tel Aviv, de Israel, realizada em 26 de setembro, o Flamengo saiu atrás na disputa da Copa Intercontinental, o Mundial de Clubes da modalidade. Mesmo perdendo o primeiro confronto por três pontos de diferença, os atletas rubro-negros foram atrás do resultado. No segundo encontro das duas equipes, no dia 28 do mesmo mês, o Mais Querido mostrou, dentro de quadra, com o apoio da Maior Torcida do Mundo, a razão de ter chegado até ali. A equipe, com grande maturidade, se impôs e faturou o inédito título mundial, coroando um trabalho mais que vencedor. Uma vitória com cara de Flamengo: na raça, de virada e com festa da torcida rubro-negra no final.

Na disputa do Mundial, o elenco do Flamengo contou com Herrmann, Marcelinho Machado, Danielzinho, Laprovittola, Benite, Chupeta, Marquinhos, Diego, Olivinha, Gegê, Cristiano Felício, Derrick Caracter e Meyinsse. O armador argentino Laprovittola foi o cestinha da equipe no jogo final, com 24 pontos.

Reforçando o prestígio internacional conquistado pelo basquete rubro-negro, no mês seguinte a equipe viajou aos Estados Unidos para enfrentar Phoenix Suns, Orlando Magic e Memphis Grizzlies. Foi a primeira vez que um clube brasileiro foi convidado para enfrentar times da NBA na pré-temporada da liga americana. E a torcida do Flamengo não poderia deixar de fazer parte do show, fazendo uma grande festa e fazendo os seus ídolos se sentirem jogando em casa especialmente no ginásio de Orlando.

Campeão de tudo, como costuma ser chamado pela torcida, o basquete rubro-negro faturou em sequência Campeonatos Cariocas, Brasileiros (NBB), Liga Sul-Americana, Liga das Américas e o Mundial. Foram 16 títulos em 9 anos para Gávea, comprovando que a equipe é, de fato, um grande Orgulho da Nação.

Brasileiros do Flamengo

1980


Depois do tricampeonato estadual conquistado entre 1978 e 1979, era o momento da geração comandada por Zico começar vôos mais altos. Em 1980, pela primeira vez a Maior Torcida do Mundo pôde comemorar o título brasileiro. A conquista veio em uma emocionante final contra o Atlético-MG, que venceu a primeira partida no Mineirão por 1x0 mas não conseguiu segurar os rubro-negros no Maracanã. Zico e Nunes já haviam colocado o Flamengo à frente, mas viram o atleticano Reinaldo empatar por duas vezes. Com 2x2 no placar e o jogo se encaminhando para o fim, Nunes driblou o zagueiro Silvestre, venceu o goleiro João Leite e decidiu o título.

A final aconteceu em 1/6/1980 e o Flamengo, dirigido por Cláudio Coutinho, jogou com Raul, Toninho Baiano, Manguito, Marinho e Júnior; Andrade, Carpeggiani (Adílio) e Zico; Tita, Nunes e Júlio César (Carlos Alberto). Zico terminou o campeonato como melhor jogador e artilheiro, com 21 gols.


1982


Depois de vencer a Libertadores e o Mundial no ano anterior, o Flamengo manteve a base vencedora e chegou ao bicampeonato vencendo na final o Grêmio, campeão do ano anterior. No primeiro jogo da final, no Maracanã, Zico marcou o gol do empate em 1x1 nos últimos minutos. O Grêmio poderia decidir a parada no Olímpico, mas não conseguiu sair do 0x0. Assim, a definição ficou para a terceira partida, novamente em Porto Alegre - e aí deu Flamengo. Zico, que havia previsto a vitória por 1x0 na véspera, fez o passe e Nunes, cumprindo sua vocação de Artilheiro das Decisões, marcou. O 1x0 foi o placar final e a equipe do técnico Paulo César Carpeggiani trouxe o troféu para a Gávea.

O jogo decisivo foi disputado em 25/4/1982 e o Flamengo jogou com Raul, Leandro (Antunes), Figueiredo, Marinho e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes (Vitor) e Lico. Novamente Zico foi o artilheiro do time na campanha, com 21 gols.


1983


É claro que a torcida rubro-negra teve papel decisivo em cada conquista. Em 1983, ela alcançou uma marca histórica: o maior público pagante registrado em uma partida de Campeonato Brasileiro. Aconteceu na grande final, contra o Santos, no Maracanã: 155.523 pagantes. E a festa começou cedo, com Zico fazendo o primeiro gol logo no primeiro minuto da partida. Adílio e Leandro também marcaram, completando o 3x0 que definiu o título. No jogo de ida, no Morumbi, o Santos havia vencido por 2x1.

Grande parte dos jogadores que haviam conquistado os grandes títulos das temporadas anteriores seguiram no elenco. Um reforço importante foi o centroavante Baltazar, que terminou a competição como vice-artilheiro da equipe, com 13 gols - atrás de Zico, que fez 17. Carlos Alberto Torres era o técnico na partida decisiva, que aconteceu em 29/5/1983. O Flamengo atuou com Raul, Leandro, Figueiredo, Marinho e Júnior; Vitor, Adílio, Élder e Zico; Baltazar (Robertinho) e Júlio César (Ademir).


1987


Havia um clima de incerteza em torno da realização do Brasileiro de 1987. Com o risco da competição não acontecer por falta de recursos, os maiores clubes do país se uniram e acabaram organizando o campeonato de maior sucesso até então, com grande média de público e uma enorme repercussão entre os torcedores. E o quarto título do Flamengo veio de forma emocionante.

Zico convivia com problemas físicos desde a grave contusão que sofreu pouco após seu retorno da Itália, em 1985. Ainda assim, teve forças para liderar uma equipe com veteranos e jovens de enorme talento. Renato Gaúcho, contratado com destaque junto ao Grêmio, completava a fórmula vencedora. Apesar de hoje chamar atenção a escalação, em que 9 dos titulares disputaram Copas do Mundo,  na época o Flamengo foi visto como azarão durante boa parte da competição - mas eliminou o favorito Atlético-MG nas semifinais e bateu o Internacional na decisão. Após empate em 1x1 no Beira-Rio, o time de Carlinhos - que foi campeão carioca pelo Flamengo em 1963 e 1965 jogando pelo meio-campo e assumiu como treinador durante o campeonato - venceu a última partida por 1x0 no Maracanã, com gol de Bebeto. No dia 13/12/1987, o Flamengo entrou em campo de baixo de chuva para ser tetracampeão brasileiro com Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Aílton e Zico (Flávio); Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho. O artilheiro da campanha foi Bebeto, com 6 gols.


1992


Assim como em 1987, o título de 1992 contou com um veterano campeão do Mundo como líder de uma nova geração. Desta vez, o destaque foi Júnior, que retornara dois anos antes da Itália, motivado pelo desejo de ter seu filho o assistindo jogar com o Manto Sagrado. O Vovô Garoto, que era lateral esquerdo em sua primeira passagem pela Gávea, passou a jogar no meio-campo e ser chamado de Maestro. Além da categoria em campo e da precisão nas cobranças de falta, Júnior foi importante também passando sua experiência para garotos como Júnior Baiano, Gelson, Rogério, Piá, Nélio, Marquinhos, Marcelinho, Djalminha e Paulo Nunes.

A final foi contra o Botafogo, que vinha de melhor campanha nas primeiras fases - mas não resistiu à grande atuação rubro-negra na primeir partida, vencida por 3x0. Júnior e Júlio César marcaram os gols no segundo jogo, que terminou 2x2 e selou a conquista. Carlinhos, campeão em 1987, novamente era o treinador. Em 19/7/1992, o Flamengo conquistou o penta jogando com Gilmar, Charles Guerreiro, Wilson Gottardo, Gelson e Fabinho (Mauro); Uidemar, Júnior e Zinho; Julio César, Gaúcho (Djalminha) e Piá. O artilheiro do time foi Júnior, com 9 gols.


2009


Mais uma vez, um treinador com passado de conquistas pelo rubro-negro em campo e um velho ídolo de títulos anteriores foram decisivos para que o Flamengo fosse campeão brasileiro. Em 2009, estes papéis foram de Andrade - campeão como jogador em 1980, 1982, 1983 e 1987, agora treinador - e Petkovic - autor do inesquecível gol que decidiu o tricampeonato estadual em 2001. A grande fase de Pet no campeonato coincidiu com o melhor momento na competição do centroavante Adriano, que terminou artilheiro com 19 gols. Os dois lideraram a arrancada que fez o time subir decisões na tabela até assumir a primeira colocação pela primeira vez apenas na penúltima rodada.

A disputa foi emocionante e, na última rodada, quatro equipes ainda podiam sonhar com o título. Ao Flamengo bastava ganhar do Grêmio no Maracanã para não depender de qualquer outro resultado e sair campeão. E foi o que aconteceu: os zagueiros David Braz e Ronaldo Angelim marcaram e definiram a vitória por 2x1. Nesta última partida, disputada em 6/12/2009, o Flamengo jogou com Bruno, Léo Moura, David Braz, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Toró (Éverton), Willians, Petkovic (Fierro) e Zé Roberto (Kléberson); Adriano.





Libertadores 1981

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Depois do Rio e do Brasil, havia chegado a vez do Flamengo buscar a conquista da América do Sul - algo que uma equipe brasileira não conseguia desde os anos 1960, com o Santos de Pelé. Carpeggiani, que fazia parte do elenco como jogador, assumiu o cargo de técnico após a morte de Claudio Coutinho.

Como campeão brasileiro do ano anterior, o Mais Querido classificou-se para disputar a sua primeira Taça Libertadores da América e caiu na primeira fase no Grupo 3, que tinha também Atlético-MG, Olímpia e Cerro Porteño, os dois últimos sendo representantes do Paraguai.

A estreia foi contra o Atlético-MG, no Mineirão, e terminou em empate por 2x2. Ao final das seis rodadas daquela etapa, os dois brasileiros terminaram empatados em pontos e, como não havia previsão de desempate pelo saldo de gols no regulamento e apenas o primeiro colocado passaria de fase, tiveram que disputar um jogo extra para decidir a classificação. O jogo foi marcado para o Serra Dourada, em Goiânia, e ficou marcado por grande confusão que acabou gerando a expulsão de cinco atleticanos. Com isso, a partida foi encerrada ainda no primeiro tempo e o Flamengo seguiu adiante na competição.

A fase semifinal seria um triangular, disputado com o Jorge Wilstermann, da Bolívia, e o Deportivo Cali, da Colômbia. E o Flamengo passou com 100% de aproveitamento, vencendo os dois adversários tanto no Maracanã quanto em seus domínios. A vaga na final estava garantida. O adversário, o Cobreloa, havia sido campeão chileno em 1980 e, na semifinal, supreendeu ao eliminar os gigantes uruguaios Nacional e Peñarol.

Na primeira partida, Zico marcou os dois gols da vitória por 2x1, no Maracanã. Mas o jogo de volta foi marcado pela violência da equipe chilena, que acabou devolvendo o placar no Estádio Nacional de Santiago. A decisão seria em jogo extra, marcado para o Estádio Centenário, em Montevidéu.

Jogando em campo neutro, a categoria rubro-negra prevaleceu. Zico marcou duas vezes - a segunda em uma de suas inesquecíveis cobranças de falta - e definiu o 2x0 que lavou a alma daquele time, depois de tantas dificuldades. Com 11 gols, o Galinho terminou como grande craque e artilheiro do campeonato. E o Flamengo já podia começar a pensar na conquista do planeta.


A final

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Flamengo 2x0 Cobreloa
Local: Estádio Centenário
Data: 23 de novembro de 1981
Gols: Zico 1/T 18', 2/T 39'
Flamengo: Raul, Nei Dias, Marinho, Mozer, Júnior, Leandro, Andrade, Zico, Tita, Nunes (Anselmo), Adílio.
Cobreloa: Wirth, Tabilo, Páez (Múñoz), Soto, Escobar, Jiménez, Merello, Alarcón, Puebla, Siviero, W. Olivera.
Árbitro: Roque Cerullo (Uruguai).


A campanha completa

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1ª Fase (Grupo 3)

03/07 - Atlético-MG 2x2 Flamengo
14/07 - Flamengo 5x2 Cerro Porteño-PAR
24/07 - Flamengo 1x1 Olimpia-PAR
07/08 - Flamengo 2x2 Atlético-MG
11/08 - Cerro Porteño-PAR 2x4 Flamengo
14/08 - Olímpia-PAR 0x0 Flamengo

Jogo de desempate da 1ª Fase

21/08 - Flamengo 0x0 Atlético-MG

2ª Fase (triangular semifinal) - Grupo 1

02/10 - Deportivo Cali-COL 0x1 Flamengo
13/10 - Jorge Wilstermann-BOL 1x2 Flamengo
23/10 - Flamengo 3x0 Deportivo Cali-COL
30/10 - Flamengo 4x1 Jorge Wilstermann-BOL

Finais

13/11 - Flamengo 2x1 Cobreloa-CHI
20/11 - Cobreola-CHI 1x0 Flamengo
23/11 - Flamengo 2x0 Cobreloa-CHI


O elenco campeão

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Jogador Posição Jogos Gols
1 - Cantarele Goleiro 4
2 - Leandro Lateral direito 13
3 - Rondinelli Zagueiro 3
4 - Marinho Zagueiro 5 1
5 - Júnior Lateral esquerdo 14
6 - Andrade Volante 8
7 - Chiquinho Ponta direita 8 2
8 - Adílio Meia 13 3
9 - Nunes Centroavante 14 6
10 - Zico Meia 13 11
11 - Baroninho Ponta esquerda 13 3
12 - Tita Meia 12 1
13 - Carlos Alberto Lateral 4
14 - Mozer Zagueiro 12
15 - Vítor Volante 5
16 - Peu Atacante 1
17 - Figueiredo Zagueiro 12
19 - Nei Dias Lateral direito 5
20 - Raul Goleiro 10
22 - Lico Meia 5
23 - Fumanchu Ponta direita 1
25 - Anselmo Atacante 2 1
27 - Carpegiani Técnico 14
28 - Dino Sani Técnico 2

Fonte: Flamengo

A Geração campeã de 1981 - Um dos maiores times que o mundo ja viu!

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Um dos Capítulos da história gloriosa do Flamengo:  De 78 a 83 o Flamengo teve um dos maiores times do mundo de todos os tempos que venceu praticamente tudo o que disputou.

Desde conquista de Carioca em cima do Vasco até devolução de goleada de 6x0 sobre o Botafogo.

Guerra contra o timaço do Atlético-MG na libertadores marcou uma das cenas tristes do futebol, onde o time mineiro esqueceu a bola e passou para a violência, culminando em várias expulsões e uma lamentável vitoria flamenguista por falta de atletas.

O Flamengo foi campeão da libertadores de 81 em uma tremenda batalha.

Na final contra o Cobreloa o time jogou sobre extrema pressão do sistema comunista de Pinochet.

O Flamengo desde a chegada foi intimidado  pelos soldados, cachorros eram soltos contra o time, pedras e objetos era arremessado das arquibancadas contra os guerreiros  rubro-negros, ferindo alguns na batalha.

Entradas violentas e agressões por parte do time Chileno eram constantes porém o arbitro por medo ou por outros motivos não  expulsava ninguém, mais feridos nessa guerra.

Pausa no jogo para a descida do helicóptero do líder comunista no gramado. Mais pressão!

Repórteres zombavam e xingavam nossos jogadores, até a nação era proibida de comemorar, até mesmo os gols da conquista.Porém se mantinha fiel.

Com muita repressão e sem poder revidar, até crianças chilenas xingavam e agrediam a nossa torcida e os nosso bravos guerreiros no campo. Contra tudo e contra todos e com a ajuda de Deus o Flamengo saiu com o título da Libertadores e com todos sãos e salvos.

81 foi mais que uma conquista de uma libertadores foi um vitória silenciosa e um pequeno golpe no comunismo opressor Chileno.  

Lá se foi o Mais Querido rumo ao Mundial contra o tri campeão Europeu, o Liverpool.

De terno e gravata o time inglês se apresentou, altos e com um preparo físico excepcional, riam de nossos pequenos de estatura craques que faziam batuques até de madrugada com toda a alegria brasileira.

Os jogadores do time inglês ja se auto declaravam campeões mas... Eis que com a bola no chão o Flamengo mostra porque é o maior clube do mundo; com uma goleada construída ainda no primeiro tempo o Flamengo se tornava campeão mundial no Japão.

O time do tri campeão Europeu era descrente e impotente nesse momento e se rendiam espantados à qualidade de um dos maiores times do mundo de todos os tempos.

A euforia tomava conta dos milhares de flamenguistas que tomaram o estádio do Japão enquanto os japoneses contemplavam admirados a festa da maior torcida do mundo. Foi ai também que começou a relação do maior ídolo do Flamengo, Zico, com o Japão, o país o qual mais tarde foi o responsável por ensinar a jogar futebol.

História: Flamengo e o marinheiro Popeye que virou Urubu para acabar com o preconceito

O Flamengo possui dois representantes: O marinheiro Popeye e o Urubu. O primeiro nasceu na
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década de 1940, inspirado nos quadrinhos da época. A pedido do “Jornal dos Sports”, o cartunista argentino Lorenzo Mollas deu vida à primeira mascote rubro-negra. Inspirado pela semelhança na origem da personagem com o clube, já que ambos “nasceram no mar” (O Popeye é um marinheiro e o Clube de Regatas do Flamengo, bom, é evidente) e ostentam a fama de reverter adversidades, o desenhista criou o Popeye rubro-negro, forte e persistente. Entretanto, apesar das explicações, a mascote não caiu nas graças da torcida. Não havia uma identidade entre personagem e equipe.

Mas a história estava para mudar. E essa mudança de cenário aconteceu graças aos rivais do Rubro-negro. Na década de 1960, os flamenguistas sofriam com as provocações das torcidas adversárias. Apesar de ser um clube originalmente criado em um ambiente da elite carioca, a nova agremiação logo se popularizou e passou a sofrer com o preconceito dos rivais. Como uma forma preconceituosa de ridicularizar a torcida popular, de massa, e em sua grande maioria composta por afrodescendentes e pessoas de baixa renda, os rubro-negros passaram a ser chamados de “urubus”. A alcunha incomodava.



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Mas o ano de 1969 reservava algo diferente para o Flamengo. Às vésperas de um clássico contra o Botafogo, válido pelo segundo turno do Campeonato Carioca daquele ano, um grupo de quatro torcedores rubro-negros decidiu subverter a origem do apelido que lhes era dado. A partida estava marcada para o dia 1º de junho, um domingo. E perto da data do confronto, Luiz Octávio Vaz, Romilson Meirelles, Victor Ellery e Erick Soledade, fanáticos pelo clube da Gávea, decidiram que iriam levar um urubu para o Maracanã. O grupo de amigos se reuniu e se dirigiu à antiga Favela da Praia do Pinto (Removida no fim da década de 1960, em condições até hoje não esclarecidas, após um misterioso incêndio), que se localizava em frente ao Flamengo. Não encontraram urubus. Se dirigiram para o depósito de lixo do Caju, mas já era noite e os animais não estavam mais no local. Então, na manhã de sábado, 31 de maio, retornaram e escolheram o urubu que teria a honra de ser a nova mascote do clube e o levaram para a casa do professor.

No dia seguinte, os torcedores levaram o animal para o Maracanã. Mas como entrar com um urubu em um estádio? Fácil. Na época, os torcedores podiam entrar à vontade com bandeiras nas dependências da praça esportiva. O grupo de amigos então enrolou a ave em uma bandeira. A intenção era liberá-la quando a equipe rubro-negra subisse ao gramado.

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No Maracanã, a atmosfera era a que um grande clássico exigia. Estádio cheio, com público próximo de 150 mil pessoas, e provocações de lado a lado. Nas arquibancadas do lado direito das cabines de transmissão, os torcedores do Botafogo entoavam o grito de urubu. No gramado, nada das equipes. Tim, técnico do Flamengo, não levava sua equipe a campo antes do rival, por superstição. Já o Alvinegro, também não dava o ar da graça. Eis que então um estrondo ecoa no lado rubro-negro das arquibancadas. Era um foguete estourando. Foi o estopim para o início da trajetória do urubu como nova mascote do Flamengo. A ave, ainda enrolada na bandeira, ficou assustado com o barulho e os torcedores resolveram então soltar o animal, com uma pequena flâmula rubro-negra amarrada em suas patas. O urubu alçou voo do lado flamenguista e rumou em direção ao alvinegro. De repente, a ave mudou sua rota e retornou ao rubro-negro e pousou no gramado. Foi o necessário para levar os torcedores ao êxtase, aos gritos de: “É urubu, é urubu”.


As equipes então entraram em campo. O Flamengo não vencia o rival faziam quatro anos. E graças ao urubu, ou não, o Rubro-Negro pôs fim ao jejum de vitórias sobre o Alvinegro que durava nove jogos. 2 a 1 no placar do Maracanã e um voo alto do urubu. Desde então, a ave caiu nas graças da torcida e quando o cartunista rubro-negro, Henfil, do “Jornal dos Sports” e da “Revista Placar”, deu vida ao desenho da nova mascote, o urubu virou sinônimo de Flamengo.


Fonte: Esporte Interativo